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Síndrome do Edifício Doente: saiba o que é e como evitá-la

A pandemia do coronavírus trouxe uma série de restrições, cuidados e mudanças sociais nunca antes experimentadas. Com novas preocupações envolvendo possibilidades de contágio, normas de higiene e distanciamento social, alguns velhos assuntos voltaram à tona, principalmente em relação aos ambientes de trabalho em edifícios e prédios. Pensando nisso, resgatamos um termo do qual você possivelmente nunca ouviu falar: “Síndrome do Edifício Doente”.


A Síndrome do Edifício Doente (SED), ou em inglês, Sick Building Syndrome (SBS), pode ser considerada como um conjunto de doenças observáveis nos ocupantes de prédios e edifícios fechados, normalmente diretamente relacionada com o tempo de permanência nesses ambientes. [1]



A síndrome foi impulsionada por uma mudança na arquitetura dos prédios e edifícios comerciais nos anos 70, quando uma crise energética mundial trouxe uma tendência arquitetônica de ambientes cada vez mais fechados, com mínimas saídas para ventilação externa, para reduzir os custos de energia com circulação e refrigeração do ar. Isso resultou em uma queda brusca na qualidade do ar, aumentando a concentração de poluentes químicos, físicos e biológicos, fazendo com que no ano de 1982 a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhecesse oficialmente a Síndrome do Edifício Doente. O Comitê técnico definiu um conjunto dos principais sintomas para reconhecer a síndrome, que incluem: dor de cabeça, fadiga, letargia, prurido e ardor nos olhos, irritação do nariz e garganta, problemas cutâneos e dificuldade de concentração. [2]


Os ambientes fechados e com pouca ou nenhuma ventilação externa podem facilitar a proliferação de microorganismos e partículas que ficam suspensas no ar. As fontes poluentes podem ser físicas, químicas ou biológicas, e um edifício pode ser considerado doente quando cerca de 20% de seus ocupantes apresentam problemas de saúde relacionados à permanência nesses espaços. [2] Atualmente, a OMS estima que a Síndrome do Edifício Doente esteja presente em 30% dos edifícios ao redor do mundo. [3]


Embora a Síndrome tenha sido reconhecida nos anos 80, é comum perceber que até hoje, em 2020, vivemos ameaçados por situações parecidas. Em muitos prédios as fachadas de vidro substituíram as janelas, e os tradicionais aparelhos de ar condicionado independentes foram substituídos por dutos de ar resfriados por uma central, com sistemas automatizados. Muitas vezes, sob esse modelo, o controle de qualidade é ignorado, sem a manutenção adequada, fazendo com que a Síndrome do Edifício Doente seja às vezes também chamado de Síndrome do Edifício Espelhado. [2]


Mas, afinal, como evitar a Síndrome do Edifício Doente?


Em alguns casos, a simples saída do local é suficiente para fazer com que o sintomas desapareçam. Por isso, o ideal é que as pessoas que trabalhem nesses edifícios tenham um tempo para respirar ar livre em suas rotinas de trabalho, mesmo porque o contato com a luz do dia e o ar livre trazem também alívio de tensões e uma melhora no humor ao longo do dia.


Outra forma de se proteger da Síndrome do Edifício Doente é tendo por referência a qualidade do ar cujos parâmetros foram estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na resolução número 3027. Essa resolução regula a qualidade de ar interior em ambientes de uso público ou coletivo que sejam climatizados artificialmente, com índices máximos de poluentes de contaminação biológica e química, além de parâmetros físicos do ar interior. [4]


De todo modo, uma outra forma fácil de se proteger contra essa Síndrome é no momento da escolha do ambiente de trabalho. Fatores como o espaço entre as pessoas, a ventilação e troca de ar com o ambiente externo devem ser levados em conta para definir onde vamos passar muitas horas do nosso dia. Essa preocupação deve vir não somente em momentos de pandemia, mas também em outros contextos, pois sempre estamos expostos a perturbações químicas, físicas ou biológicas que podem prejudicar nossa saúde de forma geral.


Além disso, dar preferência a ambientes arejados, com iluminação e ventilação natural, é bom não somente pela prevenção dessas doenças mencionadas, mas também por proporcionar bem-estar e alívio de estresse, com a sensação de que não há diferença entre “a vida lá fora” e “a vida aqui dentro”, quando estamos realmente integrados com o espaço que nos cerca.


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